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O atleta internacional cabo-verdiano - Ruben Sança está agora mais perto de chegar aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, depois da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) ter reduzido os mínimos de qualificação de 02:17:00 para 02:19:00 segundos, para uma maratona, nesta quinta-feira.

O atleta já expressou a sua felicidade por estar mais perto dos Jogos do Rio, já que em 2014 conseguiu o tempo de 02:19:05 segundos na Maratona de Boston, prova que acontece novamente a 18 de abril de 2016.

Ruben Sança diz que quer fazer a melhor prestação na prova para garantir os mínimos, mas antes, no dia 03 de Janeiro estará em Jacksonville para competir na meia maratona daquela região da Flórida.

Lembre-se que o atleta olímpico igualou ao seu record nacional de 2013 no último mês de Novembro ao fazer o tempo de 23 minutos e 52 segundos, no Slattery 5 Mile Road Race, que percorria 8 quilómetros.

Ruben Sança, uma das apostas do Comité Olímpico Cabo-verdiano,  representou Cabo Verde nos Jogos Olímpicos de Londres com o tempo de 2 horas 18 minutos e 47 segundos.

A cidade do Tarrafal, ao Norte da Ilha de Santiago, vai receber este domingo, 13 de Dezembro a VIII edição do São Silvestre em Natação, que percorre uma distância de cinco quilómetros em águas abertas, devendo receber 20 atletas de todo o país e representantes de Portugal.

Uma iniciativa acalentada pelo Núcleo para a Implementação da Natação Desportiva em Cabo Verde (NINDCV), que desde 2005 vem realizando a prova com vista a criar o amor pela natação competitiva.

Este ano a prova conta com vários patrocinadores de entre os quais o Comité Olímpico Cabo-vediano que se fará presente na cerimónia de entrega dos prémios, pela Presidente Filomena Fortes.

A natação continua a ser um dos desportos com menos expressão em Cabo Verde, contudo esforços vem sendo feitos, para que cada vez mais se aproveite das águas que rodeiam o país e fazer com que hajam atletas fiéis à natação.

Entretanto porque o desporto anda de mãos dadas com causas, nesta edição do São Silvestre antes da prova haverá um Seminário sobre segurança balnear, como forma de dotar os interessados de conhecimentos em salvamentos aquáticos e fazer a sensibilização para uma natação segura.

A disputa começa a partir das 12:00, vá ao Tarrafal assistir a natação numa das Baías mais lindas de Cabo Verde.

Foto: Sapodesporto

A Comissão Executiva do Comité Olímpico Internacional adotou, esta semana, por unanimidade a declaração de Boa Governação no Desporto e a proteção de atletas limpos de doping, no âmbito da reunião do referido órgão que decorreu em Lausana, Suiça.

Esta aprovação é vista como uma resposta a vários pedidos de organizações desportivas que se sentem afetadas por incidentes verificados recentemente e que colocam a reputação de todos os intervenientes no fenómeno desportivo em causa.

Muitas Federações Internacionais e Comités Olímpicos Nacionais fizeram vários esforços para adotar princípios básicos de boa governação no desporto. Todos os grupos de interesse do Movimento Olímpico concordaram com estes princípios, como o revela a Agenda 2020.

A Declaração de Boa Governação no Desporto e protecção de atletas livres de doping trás propostas de implementação de várias medidas, com vista a colmatação detes anseios das organizações desportivas nacionais e internacionais.

Clique aqui para ler o documento

C/COP

 

A Primeira Liga Universitária de Santiago de futsal terá inicio no próximo sábado, 12 de Dezembro, no Pavilhão Vává Duarte, com o objectivo de promover a amizade entre as Universidades da ilha e futuramente a criação de uma associação regional do desporto universitário.

Uma inciativa de alunos da Universidade de Intercontinental de Cabo Verde (UNICA), que pretende dar voz ao desporto universitário em Cabo Verde reunindo as seis Universidades da ilha, sendo elas a Universidade de Intercontinental de Cabo Verde, a Universidade Jean Piaget, o Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais, Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais, Instituto Universitário de Educação e Universidade de Santiago. 

A liga que terá a duração de cinco meses conta com o apoio do Comité Olímpico Cabo-verdiano, da Direção-geral dos Desportos e a Federação Cabo-verdiana de futebol, todos em prol do desenvolvimento do desporto universitário no País.

Lembre-se que na última corrida Universitária da Universidade de Cabo Verde a Presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano, Filomena Fortes, tinha alertado aos alunos e entidades desportivas para a criação de um desporto virado para as universidades, com vista criação de uma Federação Cabo-verdiana do Desporto Universitário.

De realçar que desporto universitário apresenta-se, neste momento, como um dos maiores trampolins para a chegada à excelência no desporto em todo o mundo.

Os jogos da Liga Universitária que acontece em igualdade de género (masculino e feminino), começam a partir das 14:00 deste sábado e contará com a presença de representantes de cada uma destas organizações que darão o ponta pé de saída.

 

 

 

Cabo Verde deverá começar a estar nas competições internacionais para tirar dividendos e não apenas para participar. Mas para isso deve haver organização interna. A posição é defendida pela presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC) que alerta para a necessidade de uma maior abertura tanto por parte do governo como da sociedade em geral, no sentido de juntos discutirem políticas de maior intervenção no desporto.

Em entrevista ao programa Cabo Verde 2016, da Rádio Morabeza, Filomena Fortes diz que há uma necessidade do Comité Olímpico, o governo e a sociedade em geral se sentarem à mesma mesa para traçar “um rumo melhor em função dos jogos olímpicos”.

“Nós queremos ser parceiros do governo para podermos traçar as políticas do desporto deste país. Isto só será uma mais-valia porque, pelo menos, estarão todos os quadrantes presentes. Cabo verde é um país com parcos recursos e nós devemos juntar todos esses recursos ao invés de estar o Comité Olímpico e o governo a dar, de forma isolada, algum apoio às federações e associações. Se o fizermos de forma conjunta, será uma mais-valia”, entende.

Por outro lado, Filomena Fortes considera que o país está a dar os primeiros passos a nível dos desportos olímpicos e que já se começou a ver os resultados. Mas, afirma, é preciso fazer mais, apostando noutras modalidades olímpicas.

A presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano defende ainda que os desportos olímpicos devem ser pensados a longo prazo e que, para tal, deve-se fazer um trabalho de base, a começar no pré-escolar.

“Desde o pré-escolar, do ensino básico e secundário para que possamos ter viveiros e podermos alimentar as diversas selecções que possam sair aqui do país. Temos que ter a capacidade de poder criar os nossos próprios campeões”, acrescenta.

Outro aspecto fundamental que, segundo Filomena Fortes, deve ser repensado é a questão da profissionalização de alguns cargos dentre das federações e associações e que não seja “somente o desporto passado para o segundo plano em que cada um tem o seu trabalho e só nos momentos livres poder dedicar à modalidade”.

Fonte: Expresso das Ilhas