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Após a sessão à volta ao Ambiente e Desporto, dirigido pela engenheira ambiental, Neusa Maria Brito, no âmbito do Curso de Administração Desportiva, que decorre na sede do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC), os formandos ficaram incumbidos de produzir uma “Carta de Boas Práticas do Ambiente e Desporto”.

O documento será apresentado no final da formação e pretende chamar a atenção da camada desportiva, desde os praticantes até os dirigentes sobre os cuidados a ter com o ambiente desde a construção de infraestruturas desportivas até no momento da prática em si.

Segundo a formadora Neusa Brito, “o objetivo desta carta é mostrar às autoridades o que é que se pode mudar. Todo o objetivo que tivemos hoje era cativar e motivar cada um dos formandos para a necessidade de mudança de atitudes. Creio que neste documento, de acordo com o que vimos aqui, a questão da reutilização das águas, a gestão dos resíduos e até a diferenciação destes resíduos, principalmente com características perigosas poderão constar”.

Neusa Brito descreve que a preocupação com o ambiente tem sido pouco em Cabo Verde quando ligada ao desporto o que requer uma maior sensibilização dos atores deste setor. Um casamento perfeito entre o ambiente e o desporto é o que pede aos agentes desportivos.

“Não existem regras claras, em relação ao ambiente no âmbito das construções das infraestruturas desportivas em Cabo Verde, por exemplo a utilização da água, a iluminação, a ventilação é uma questão que merece ser melhorada para rentabilizar os recursos fósseis quando se trata de usar energia”.

Lembre-se que o curso de Administração Desportiva decorre desde o dia 29 deste mês, na cidade da Praia, e reúne jovens e agentes desportivos de todas as ilhas do país.

O objetivo desse curso é fornecer aos participantes ferramentas de forma a gerir e administrar instituições desportivas mas, também, trabalharem na melhor forma de transmissão dos valores olímpicos às suas comunidades.

De realçar que o COC, no âmbito dos projetos voltados ao ambiente teve um projeto pré-selecionado como modelo pelo Comité Olímpico Internacional, para implantação em outros países, o VerdeOlympics, onde os formandos do projeto aprendiam a construir materiais desportivos por reciclagem de resíduos, onde milhares de crianças praticaram várias modalidades deferentes.